ORÇAMENTO> Defesa quer investir R$ 18 milhões em atletas militares em 2017

Fonte: Agência Brasil//

Ágata e Bárbara são militares.

Ágata e Bárbara são militares.

O governo federal deve manter o mesmo volume financeiro de 2016 no Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa no próximo ano. A informação foi dada pelo ministro Raul Jungmann durante coletiva à imprensa por ocasião da inauguração do Clube CISM, espaço localizado no Campo dos Afonsos para abrigar representantes do Conselho Internacional de Esporte Militar. Com isso, em 2017, os atletas militares poderão contar com cerca de R$ 18 milhões. “Esse programa é muito importante. Estamos negociando com o Ministério do Planejamento para que pelo menos sejam destinados os recursos de 2016”, explicou Jungmann.

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O ministro afirmou também que a Defesa reforçará a parceria com o Ministério do Esporte para os incentivos aos atletas militares. Jungmann também destacou a importância de um outro programa da Defesa, o Forças no Esporte que atende cerca de 21 mil crianças e adolescentes.

Para os jogos olímpicos, o Ministério da Defesa ultrapassou a meta de 100 atletas classificados em 45%, chegando a 30% da delegação brasileira na Rio 2016. Em Londres 2012, foram 50 atletas militares, que conquistaram cinco das 17 medalhas brasileiras.

O sargento Felipe Wu ficou com a prata no tiro esportivo.

O sargento Felipe Wu ficou com a prata no tiro esportivo.

Segundo o ministro, a meta é conquistar pelo menos dez medalhas no Rio. Os atletas militares competem em 27 modalidades e fazem parte do Programa Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, criado em 2008, e que hoje conta com 670 atletas, sendo 76 militares de carreira e 594 temporários, selecionados por edital. O primeiro medalhista do Brasil na Rio 2016 é militar. O sargento Felipe Wu ficou com a prata no tiro esportivo.

SEGURANÇA

Sobre segurança, o ministro informou que as Forcas Armadas estão com 42 mil agentes em todo o Brasil envolvidos com a Olimpíada, sendo 18 mil no Rio de Janeiro. “Em linhas gerais, a segurança está um sucesso. Tivemos nosso dia crítico na abertura e o esquema de segurança, com algum probleminha, dada a complexidade, funcionou muitíssimo bem. Tínhamos voltados para o episódio mil batedores e dez mil homens. Foram usados 700 ônibus. Algum detalhe pode ter faltado, mas no aspecto operacional funcionou tudo bem”.

Sobre uma bala perdida que atingiu o centro de imprensa do hipismo olímpico de Deodoro, Jungmann disse que está sendo investigado, mas ainda não há nenhuma conclusão sobre a autoria do disparo.

“Uma pista que estamos seguindo é que, naquele exato momento, tínhamos drone sobrevoando uma comunidade na região e um olho de águia, um balão sobrevoando. Uma das hipóteses é que alguém estivesse se sentindo seguido e filmado. Então, é possível que alguém tenha dado um tiro e caído naquele local. Não é provável que venha do estande de tiro, mas vamos aguardar o relatório definitivo”, concluiu.

CENTRO PARA ATLETAS MILITARES

Time de judô brasileiro é 100% militar

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A Universidade da Força Aérea inaugurou no último domingo, 7, o Clube do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), que vai funcionar até o dia 20 de agosto para receber atletas militares de todo o mundo que estejam participando dos Jogos Rio 2016.

Presidente do CISM, o coronel Abdul Hakeem Alshino informou que a entidade reúne países de todo o mundo para promover a paz e o esporte. “Não haveria Jogos Olímpicos sem as Forças Armadas. Acreditamos que uma cidade como o Rio de Janeiro é muito grande e é complicado gerenciar a segurança. Estamos orgulhos que a segurança está sendo feito com excelência pelas Forças Armadas.”

 

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