PM do Rio é sócia do crime, diz Torquato Jardim

As declarações do Ministro da Justiça, Torquato Jardim, reproduzidas hoje pelo jornalista Josias de Souza (leia aqui), tem, para usar o lugar comum, o papel do menino que descobriu e revelou que o rei estava nu.

Assim como na historieta, todos nós habitantes do Rio de Janeiro ou os que acompanham o noticiário sobre a cidade, não podem duvidar do ministro quando ele diz que nem o Governador Luiz Fernando Pezão e tampouco seu secretário de segurança, Roberto Sá, tem comando sobre a PM (Polícia Militar).

Isto já seria em condições normais razões para a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) chamar o Governador e seu Secretário para explicações e convidar o ministro a expor com maior detalhe as informações em que se baseou para declarar oficialmente fatos de tal gravidade.

No entanto, o ministro vai além e nos informa de que essa PM, que não respeita a liderança do Governador do Estado e do Secretário de Segurança, está rendida aos bandidos, trabalhando e conluio com as organizações criminosas que hoje barbarizam a economia do Estado e, principalmente, aos seus habitantes e visitantes.

Diz o ministro que a criminalidade se horizontalizou de forma que comandantes de batalhão  da PM mantém relações particulares com os criminosos capilarizando dessa forma o poder dos bandidos dentro da instituição.

Mais grave ainda, o ministro revela já ter conversado sobre todos esses fatos com o Governador e seu Secretário  de Segurança e que não vê neles capacidade para reagir  a esses fatos.

Estamos em uma situação beirando a anarquia. Há que se considerar que essa são declarações do Ministro da Justiça, pessoa que, via Polícia Federal e outros órgãos de segurança federais, com certeza tem acesso a  informações precisas sobre o que acontece. Portanto não é possível que o Governador e seu Secretário não sejam intimados a responder essas declarações oficialmente.  Cabe as autoridades legislativos e judiciárias do Estado reagirem. Seu silêncio será um indicativo de um problema ainda maior.​

Por: José Carlos Mattos
Editor-Chefe do site Indústria de Defesa & Segurança

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