Polônia não vai alcançar objetivo estabelecido pela Otan no Báltico, afirma Alm. russo

Fonte: Sputnik//

A Marinha da Polônia não vai conseguir alcançar o objetivo estabelecido pela OTAN de obter supremacia no Báltico nem até o ano de 2030, acredita o ex-comandante da Frota do Báltico (2001-2006) e almirante russo, Vladimir Valuev. A OTAN determinou o mar Báltico como zona de responsabilidade dos poloneses. Em entrevista ao site russo Sputnik, Valuev disse que, para realizar o plano devem ser construídos três submarinos, três navios de defesa costeira, três navios com capacidade anti-minas, três navios de guerra de minas, dois navios de resgate, dois navios de reconhecimento radioeletrônico e sete navios de manutenção, além de ser necessário equipar duas bases navais — em Gdynia e Swinoujscie. Segundo afirmam os deputados do Sejm (Câmara Baixa do parlamento polonês), a Marinha da Polônia deve ser completamente renovada até 2030.

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No Conceito Estratégico da Segurança Naval da Polônia, o País indicou uma série de ameaças provenientes da Rússia. Os estrategistas recomendam que a Polônia crie uma nova Marinha com um número médio de efetivos, capaz de atuar fora das águas territoriais em cooperação com as grandes frotas. A Marinha polonesa deve ser moderna, corresponder às exigências dos Exércitos aliados, e ainda devem reduzir o número de navios que não correspondem ao nível necessário de potencial de combate.

Segundo o almirante russo a União Soviética passou para a Polônia 23 navios em 1946: 9 navios draga-minas, 12 caça-submarinos, 2 torpedeiros e 2 submarinos. No período entre 1955 e 1991, a Polônia foi membro do Tratado de Varsóvia, mas em março de 1999 o país entrou no bloco militar da OTAN.

“As forças do Exército e da Marinha poloneses são umas das mais ultrapassadas. Em 2012, a Marinha da Polônia dispunha de 41 navios de combate, entre eles cinco submarinos, duas fragatas e uma corveta. O submarino mais novo tem 40 anos. Ou seja, os navios se consideram em operação, de fato, apenas no papel. A construção de um navio militar de médio porte leva, em geral, por volta de 5 anos. Na situação atual, após 2018, a Marinha polonesa não poderá cumprir as tarefas colocadas”.

“Ao longo dos próximos 10 anos, é necessário investir US$ 10 bilhões nos projetos de construção. Porém, este programa de escala nacional não será aceito por falta de dinheiro, já que os poloneses ainda não acertaram as contas com os norte-americanos pelos caças F-16. As decisões que estão sendo tomadas ultrapassam as nossas capacidades econômicas e financeiras. Até a variante reduzida do programa de construção naval polonês é pouco provável ser executada até 2030 devido a seu alto custo”, acredita o almirante.

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