RETROSPECTIVA: Parceria com outras nações marca ano do setor espacial brasileiro

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A aproximação com países considerados parceiros pelo governo marcou o ano de 2017 para o setor espacial brasileiro. No centro das discussões esteve o uso compartilhado da Base de Lançamento de Alcântara (MA), considerada uma das de melhor localização do mundo. Enquanto o Ministério da Defesa (MD) trabalhava para garantir o aporte legal, a iniciativa sofreu duras críticas por ser considerada como uma possível ameaça à soberania brasileira. Em uma das últimas ações neste sentido, o ministro Raul Jungmann recebeu uma comitiva de empresários americanos para discutir, entre outras coisas, o uso de Alcântara.

Veja abaixo os outros fatos que marcaram o setor espacial brasileiro.

NOVO MODELO DE GOVERNANÇA DO PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO
Como uma das estratégias para facilitar o diálogo com países interessados em explorar o potencial das bases aeroespaciais brasileiras, o governo federal implementou um novo modelo de governança do Programa Espacial Brasileiro. O lançamento foi feito no dia 5 outubro pelo presidente Michel Temer durante visita ao Centro de Alcântara, no Maranhão. A partir de agora, o setor espacial vai ser considerado uma política de Estado. De acordo com o Ministério da Defesa (MD), será criado um Conselho Nacional do Espaço (CNE), e um Comitê Executivo do Espaço (CEE) para reposicionar a Agência Espacial Brasileira na estrutura de governo. Saiba mais. 

setor espacial

NEGOCIAÇÃO PARA USO DA BASE DE ALCÂNTARA
Uma das metas do Ministério da Defesa (MD) para o setor espacial brasileiro neste ano foi garantir aporte legal para uso compartilhado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Considerada uma das bases de melhor localização do mundo, Alcântara já chamou a atenção de quatro países que manifestaram interesse no acordo: Estados Unidos, França, Rússia e Israel. Pelo o que tudo indica, os Estados Unidos devem ser os primeiros a conquistar espaço na base. Saiba mais. 

O Centro de Lançamento de Alcântara apresenta o melhor posicionamento, estando situado a apenas 2º ao Sul do Equador. (Foto: Arquivo)

O Centro de Lançamento de Alcântara apresenta o melhor posicionamento, estando situado a apenas 2º ao Sul do Equador. (Foto: Arquivo)

LANÇAMENTO DO SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO
Depois de sucessivos adiamentos, o primeiro Satélite Geoestacionário brasileiro (SGDC) foi lançado no dia 4 de maio a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Um mês depois, o satélite já realizava sua primeira transmissão criptografada utilizando a banda X. A operação e o monitoramento do satélite estão sob responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), que trabalha em conjunto com o Exército e a Marinha. O SGDC, que terá uma vida útil de 18 anos, tem função civil, de levar a banda larga a todo território brasileiro, e militar, de assegurar soberania e aumentar a capacidade operacional. Saiba mais. 

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Fonte: Indústria de Defesa & Segurança

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