RETROSPECTIVA> Veja como funciona o treinamento militar dos atletas das Forças Armadas

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Fonte: ID&S//

Os atletas militares brasileiros ganharam destaque no noticiário nacional com o desempenho nas Olimpíadas 2016. Dos 154 sargentos que representaram o Brasil nas modalidades olímpicas, 13 conquistaram medalhas. Ao todo o Programa Atletas de Alto Rendimento conta com 670 militares, sendo 76 militares de carreira e outros 594 temporários. No programa, financiado pelo Ministério da Defesa (MD), os atletas ingressam temporariamente – no máximo oito anos – na carreira militar através de um edital público que seleciona a partir das modalidades esportivas. Uma vez selecionados, os esportistas passam por um Estágio de Habilitação de Praças, onde recebem treinamento militar rigoroso com atividades de tiro e sobrevivência. A partir daí, os atletas são incorporados às Forças como sargentos.

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VEJA COMO FUNCIONA O TREINAMENTO MILITAR DOS ATLETAS
O exercício de campanha que os atletas são submetidos exige resistência e preparo físico. Na Aeronáutica, o treinamento é o mesmo aplicado aos cadetes da AFA (Academia da Força Aérea), mas em um período reduzido. O objetivo é que os atletas entendam como é a rotina de um militar e a responsabilidade de ser um deles. “É fundamental passar por esse treinamento militar, porque ele está muito em sintonia com a realidade deles: exige esforço, sacrifício, acordar cedo, superação de limites”, explica o Major Renato Pereira, um dos instrutores do treinamento.

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Medalhista de ouro no salto com vara, Thiago Braz também passou por treinamento da FAB.

As atividades começam de madrugada e os militares são identificados por número. Todos carregam uma mochila com itens de sobrevivência e armamento. Entre as atividades está montar rede de selva, fazer fogo, camuflagem, travessia em um cenário de guerra e técnicas de concentração. Tudo isso se alimentando apenas com ração operacional.

“Aqui você consegue fortalecer seus pontos fracos. A parte psicológica é o que pega mais, é o que todo mundo está sentindo. É uma rotina diferente da nossa. Eu acredito que voltar para o ginásio, que é nossa realidade, quando a gente vai estar bem mais fortalecido”, explica o sargento Arthur Zanetti (Ginástica).

“Essa experiência de companheirismo foi uma das coisas que mais me marcou; a gente nunca abandonar a equipe, ter sempre um ajudando o outro. Isso vai me ajudar muito na minha carreira esportiva”, disse a sargento Ana Sátira (Canoagem).

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