Rio de hoje, Alagoas de ontem – um pedaço da história que se repete

Em 1997, em Alagoas, o governo federal fez o que foi chamado de “intervenção branca”. Envolvido em grave crise econômica, o governo atrasou o pagamento dos salários e outros problemas, como fraudes na emissão de títulos públicos para o pagamento de dívidas judiciais do governo (precatórios). Segundo uma CPI, mais de 60% do dinheiro arrecadado em Alagoas foram parar nas contas de bancos credores e empreiteiras. O relatório recomendava ainda o impeachment de Suruagy e de Manuel Gomes de Barros, na condição de vice-governador. O pedido foi rejeitado pela Assembleia Legislativa em março de 1997. Em julho, os servidores públicos, soldados, cabos, sargentos e subtenentes da Polícia Militar entraram em greve por melhores salários e pelo pagamento dos salários atrasados. Em 17 de julho de 1997 Suruagy licenciou-se do governo por prazo indeterminado, sendo substituído, no mesmo dia, pelo vice Manuel Gomes de Barros. Mesmo assim o Exército foi mantido nas ruas para garantir a segurança.

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Logo no início de sua gestão, Manuel Barros conseguiu a liberação, por intermédio do BNDES, de recursos do governo federal no valor de 240 milhões de reais, para pagar os salários atrasados do funcionalismo público. Foram dados como garantia os ativos de empresas estaduais em processo de privatização, como a Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água de Alagoas.

A intervenção formal do governo federal no estado foi afastada por causa dos problemas que acarretaria, em especial as vedações constitucio0nais: enquanto um estado estiver sob intervenção federal, nenhuma emenda constitucional pode ser votada, o que acabaria atrasando as reformas administrativa e da previdência, em tramitação na Câmara.

Ficou então acertada uma intervenção “branca”, que compreenderia a demissão do primeiro e segundo escalões do secretariado e a indicação feita pelo governo federal dos novos titulares das secretarias de Administração e de Segurança e da Polícia Militar.

Riley Rodrigues
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