RIO2016> Forças Armadas vão ter que sair das ruas do Rio, diz Jungmann

Fonte: Agência Brasil//

Apesar das solicitações recebidas da própria população carioca, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que, após os Jogos Rio 2016, as Forças Armadas terão que sair das ruas do Rio. Em coletiva na última segunda-feira, 22, o ministro explicou que, conforme a Constituição brasileira, a ordem pública é uma atribuição dos estados. Os jogos ainda prosseguirão em setembro, com a Paraolimpíada, entre os dias 7 e 18, e terão a presença dos militares das três forças até o final do evento.

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“Às Forças Armadas cabe a defesa e a soberania do país e, somente com autorização do presidente da República, a pedido de um governador, podem atuar, excepcionalmente, por tempo determinado”, explicou o ministro. Jungmann ainda disse que, durante as eleições de outubro, as Forças Armadas vão atuar no Rio de Janeiro a pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

Jungmann revelou que, nos dias que tem ficado na cidade, recebeu algumas solicitações da população para a permanência das Forças Armadas, mas disse que isso não pode ocorrer. “Nós não ficamos porque não podemos, a não ser, que tivesse uma situação absolutamente extrema, que não está posta desde já, e seria a hipótese também constitucional de um pedido de intervenção, seja de um governador ou de um dos poderes constituídos. Mas isto não está em causa. O Rio de Janeiro permanece com as suas forças de segurança, como outros estados. Isso está fora de cogitação”.

No período entre a Olimpíada, que terminou no domingo, 21, e a Paraolimpíada, a partir de 7 de setembro, o efetivo ficará menor, mas no dia 31, quando for aberta a Vila Paraolímpica, voltará a contar com 23 mil militares, como estava ocorrendo desde o final do mês passado. “Só fazemos ajustes no período de intervalo entre uma e outra competição”, afirmou o ministro, durante entrevista no Comando Militar do Leste, no centro do Rio, para apresentar o balanço das ações de Defesa na Olimpíada.

O trabalho oficial dos militares na Olimpíada começou no dia 24 de julho, com a abertura da Vila Olímpica. Foram empregados 43 mil 481 militares. Desse total, 23 mil 335 atuaram no Rio de Janeiro e o restante em Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Manaus.

 

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