RIO2016> Ministro defende continência de atletas militares

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

O início dos Jogos Olímpicos trouxeram a tona o debate sobre a postura dos atletas militares no pódio que prestam continência ao hasteamento da bandeira do Brasil. O gesto militar é contra regras do Comitê Olímpico Internacional (COI), que diz que é proibido “qualquer manifestação de propaganda política, religiosa ou racial dentro das áreas olímpicas”. O atleta que fizer esse tipo de manifestação pode ser punido com suspensão, multas e até perder medalhas.

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Em 1968, o velocista americano Tommie Smith foi obrigado a devolver sua medalha depois que fez o gesto do movimento Black Power ao vencer sua prova nos Jogos. Nos bastidores, porém, o COI não quer comprar briga com os militares e seus atletas no Brasil.

Rio2016_felipewu_cob O ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu os atletas militares que decidirem prestar continência ao subir no pódio olímpico. Graças a um programa do ministério que patrocina atletas de alto rendimento, o gesto foi bastante repetido no último Pan-Americano, em Toronto. No Rio, o atirador Felipe Wu também o fez após ganhar sua medalha de prata no sábado.

“O militar bate continência em sinal de respeito à autoridade”, explicou Jungmann, que é civil. “Quando perante um superior ele bate continência. A uma autoridade, mesmo que seja civil, ele bate uma continência. Porque ele bate uma continência? Porque aquele civil ou militar representa o Brasil. Quando um sargento, um tenente bate continência a um oficial superior, ele o faz porque aquela autoridade representa o Brasil.” Jungmann negou que a continência seja um gesto político, conforme críticos têm apontado.

“Todo soldado brasileiro tem de prestar continência para a bandeira. É obrigatório. Se minha bandeira subir, vou fazer isso. É uma forma de respeito, que precisa ser vista de forma positiva, não como algo político”, disse a esgrimista Amanda Simeão.

COI

O Comitê Olímpico Internacional não vetou a ação como o faz com outras consideradas de cunho político. “Já houve questionamentos sobre isso”, disso Mar Adams, diretor de comunicação do COI. “Mas vemos como um respeito à bandeira, ao país.”

ATLETAS MILITARES

Rio2016_tiroespm_wr004O Brasil é representado por 145 atletas militares, a maioria deles participantes de um programa de apoio das forças armadas ao esporte de alto rendimento que anualmente investem aproximadamente R$ 15 milhões em salários para os atletas. Segundo o ministério, “Não há nenhuma recomendação por parte das Forças Armadas para que os atletas prestem continência. O ato é uma iniciativa dos próprios atletas, sendo visto como forma de respeito e saudação por parte dos militares” .

Em Londres-2012, cinco medalhas brasileiras foram conquistadas por atletas apoiados pelos militares. A expectativa do Ministério da Defesa é dobrar essas medalhas no Rio.

 

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