RIO2016> Veja como funciona a carreira dos atletas militares nas Forças Armadas

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

O ginasta Arthur Zanetti é um dos militares temporários do Programa Atletas de Alto Rendimento.

O ginasta Arthur Zanetti é um dos militares temporários do Programa Atletas de Alto Rendimento.

As Forças Armadas conquistaram 145 vagas no time brasileiro das Olimpíadas Rio2016. A maioria dos sargentos e coronéis faz parte do Programa de Atletas de Alto Rendimento financiado pelo Ministério da Defesa (MD). Eles ingressam temporariamente – no máximo 8 anos – na carreira militar através de um edital público que seleciona os atletas a partir das categorias. Uma vez selecionados, os esportistas passam por um Estágio de Habilitação de Praças, onde recebem treinamento militar rigoroso com atividades de tiro e sobrevivência. A partir daí, os atletas são incorporados às Forças como sargentos.

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O programa das Forças Armadas consiste em apoio a treinamentos e assistência médica, odontológica, fisioterapeutica, entre outros. Os atletas militares recebem ainda um salário de cerca de R$ 4 mil, correspondente ao cargo que ocupam, para poderem se dedicar exclusivamente aos treinos. Além disso, recebem uma Bolsa Pódio e podem usar as instalações das corporações para os treinamentos. Somente a FAB, possui 203 atletas de 16 modalidades neste programa.

MILITARES DE CARREIRA

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Major Rippel e Coronel Aviador Júlio Almeida são militares de carreira das Forças Armadas.

A equipe das Forças Armadas também é composta por militares de carreira, entre eles, Coronel Emerson Duarte (Tiro Esportivo), Major Cássio Rippel (Tiro Esportivo), Terceiro Sargento Yane Marques (Pentatlo Moderno), Sargento Bruno Mendonça (hóquei sobre grama) e o Coronel Aviador Júlio Almeida (Tiro de Pistola). De acordo com as Forças Armadas é possível aliar a carreira militar e o treinamento de alto nível.

Já no início da carreira, os oficiais das Forças Brasileiras vivem uma rotina de prática esportiva constante. É a partir das competições internas de cada corporação que os potenciais atletas são identificados. Com o Coronel Aviador Júlio Almeida foi assim. O talento foi descoberto no início da sua carreira militar na Academia da Força Aérea, em 1987. Carioca, o coronel já conquistou vitórias importantes na modalidade: Ouro (pistola 50m) nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, Prata (pistola de ar) nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, entre outros. Para o militar, um bom lugar para treinar é a Escola Naval no Rio de Janeiro. O Major Cássio Rippel também descobriu o talento ao longo da carreira militar. “Passei a atirar quando virei militar, mas, profissionalmente, passei a competir em 2007, após um intercâmbio nos Estados Unidos”, conta.

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A medalhista de prata em Londres no pentatlo, Yane Marques também é oficial de carreira do Exército Brasileiro. A Terceiro Sargento irá disputar as provas de natação, tiro esportivo, atletismo, esgrima e hipismo na Arena da Juventude, no Centro Aquático e no Estádio, todos no Complexo de Deodoro, entre os dias 18 e 20 de agosto.

Até agora as duas medalhas conquistadas nas Olimpíadas são de atletas militares.

Até agora as duas medalhas conquistadas nas Olimpíadas Rio 2016 pelo Brasil são de atletas militares.

 

 

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8 Comentários

  1. Isso p mim é picaretagem,pois foram convidados por serem atletas,ah… esses cursinhos intensivo nas coxas,fala sério e ainda saem com graduação… só no Brasil

    • Exatamente, como Reservista/Intervencionista, estou estarrecido, visto que as Forças Armadas deram uma “marcha ré” na história, voltamos ao tempo em que se “vendia” títulos de coronéis, aos latifundiários, principalmente no Nordeste, figura sórdida e desprezível, tão explorada nos romances de Jorge Amado, a troco de uma “bolsa atleta”, porque as FFAA foi permissiva que o País chegasse ao estado de Caos que se encontra. Em detrimento aos legítimos militares que tiveram verga, e que tanto lutaram e sofreram para obter um posto dentro da corporação. Que lastima?

    • Quando servi, meu sargento era temporário, e sabia comandar/lidar com seu GC melhor que o sargento de carreira, talvez por ter passado pela fase de soldado, cabo e depois ter feito o curso de sargento. No mais, chora esquerdinha, isso não muda o fato que a disciplina militar, os valores, e comprometimento só ajuda na formação dos atletas. chora mais, chora muito.

  2. Parabéns para os atletas das Forças Armadas. Melhor que ficar sem medalhas. O Brasil precisa dos militares. E não de esquerda saqueadora!!!

  3. Parece que tem gente comentando sem saber o que se passa….kkkk….em entrevista uma atleta deixa bem claro que são atletas e não militares, as forças armadas pegam atletas prontos de alto desempenho, em edital específico e faz propaganda como se tivesse formado algum atleta.

  4. Só pra corrigir uma coisa:
    A atleta Yane Marques ganhou a medalha de bronze em Londres 2012, não prata como diz a matéria.
    Favor apurar os fatos com maior veracidade.

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