RUAG finaliza protocolo para instalação de fábrica em Pernambuco

A fábrica de munições Ruag assinou o protocolo de intenções para a instalação da primeira unidade brasileira em Pernambuco. O Protocolo de Intenções para a construção da RUAG foi assinado entre o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e a presidente da RUAG no Brasil, Maria Vasconcelos, na última sexta-feira (15). Com investimento de cerca de 15 milhões de euro (R$ 58,5 milhões), a empresa vai fornecer produtos para forças policiais, empresas de segurança e atiradores esportivos.

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Além dos benefícios fiscais e da disponibilidade de financiamento pelos fundos de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a escolha do estado se deu ainda pela localização estratégica do estado e a infraestrutura do Porto de Suape. Em Pernambuco, a empresa pretende iniciar a produção de munições de armas pequenas, gerando no início das vendas cerca de US$ 10 milhões por ano. A iniciativa deve gerar inicialmente 40 empregos diretos no estado. A estimativa é que a produção se inicie o ano que vem. Em Pernambuco, a meta é produzir calibres para armas pequenas como 9 milímetros, ponto 40 e 380. Fundada em 1995, a empresa europeia conta com 12 fábricas em todo o mundo e emprega 9 mil pessoas.

ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO
“É um feito histórico, pois é a primeira vez, em quase 90 anos, que temos a instalação de uma fábrica de munições de uma empresa estrangeira no Brasil”, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante a cerimônia. “Nós estamos descentralizando uma planta de produção de armamentos para a região Nordeste, especificamente, para o estado de Pernambuco. O governo Paulo Câmara fez o dever de casa, colocando a indústria de defesa dentro do Prodepe (Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco), isso significa uma extraordinária vantagem”, disse Jungmann.

Ainda de acordo com o ministro, um outro aspecto chama atenção. “Por razões históricas toda a concentração da produção de armamentos e munições no Brasil está no Rio Grande do Sul”, comentou. Jungmann também lembrou o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa. “Nós conseguimos que os produtos da Base Industrial de Defesa pudessem ser financiados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e demais Fundos que temos na região. A vinda da RUAG pode ser o início do processo de um conjunto de empresas voltadas especificamente para a Base Industrial de Defesa, que representa 3,7% do PIB, com aproximadamente 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos, que compreende desde alimentação, vestuário, aeronaves e navios”, relatou o ministro.

Em conversa com jornalistas, Jungmann disse a vinda da RUAG para o Brasil é um fator gerador de novos capitais, tecnologia e competitividade. “É Fundamental agregar conhecimento e produtos de boa qualidade”, acrescentou.

Fonte: Com inf. de MD e TV Jornal 

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