SEGURANÇA> 25 mil militares vão reforçar segurança nas eleições

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A presença de militares das Forças Armadas será reforçada para a segurança das eleições municipais, anunciou nesta quinta-feira, 29, o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Segundo ele, serão 25 mil militares distribuídos por 408 municípios de 14 estados. A missão dos oficiais será transporte e segurança das urnas. A operação, que custará R$ 23 milhões, foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai arcar com o valor. De acordo com Jungmann, este valor pode aumentar até domingo, já que a solicitação de apoio a segurança ainda está aberta.

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2014-763484915-2014-763326024-2014102633277-jpg_20141026-jpg_20141027Na última quarta-feira, 28, três pessoas morreram, entre elas o candidato a prefeito José Gomes da Rocha (PTB), o Zé Gomes, em Itumbiara, interior de Goiás. Para o presidente do TSE, o ministro Gilmar Mendes, o atual quadro de violência é preocupante. “Estamos em contato estreito com o Ministério da Justiça e também já pedimos que a Polícia Federal atue, tal como prevê a lei, na investigação desses fatos, que, claro, repercutem e podem afetar o pleito”, afirmou.

Sobre a série de mortes ocorridas na região metropolitana do Rio de Janeiro, Mendes afirmou que a maioria dos casos parece ter ligação com disputas ligadas ao crime organizado (milícias e narcotráfico). O ministro disse que as evidências de que criminosos estejam interferindo no processo eleitoral merecem a devida atenção das autoridades. “A última coisa que podemos desejar é a presença do crime organizado no sistema político. Certamente a polícia e os órgãos de inteligência têm que dar atenção a isso. Não é possível a Justiça Eleitoral simplesmente impedir que essas pessoas se candidatem se elas não forem atingidas por lei de inelegibilidades ou não estiverem respondendo a um processo que possa levar à eventual impugnação”, completou.

Na última segunda-feira, 26, o presidente da Portela e candidato a vereador pelo PP, Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, foi assassinado a tiros em Campinho, Zona Norte do Rio, em pleno comitê de campanha. Ele era ex-policial militar, acusado de ligação com milícias e estava jurado de morte havia meses, segundo investigação da Polícia Civil do Rio.

 

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