SEGURANÇA> Beltrame quer integração entre polícias e forças para garantir segurança

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou como “insustentável” a violência no Rio de Janeiro. Segundo ele, a situação está agravada devido a crise financeira enfrentada pelo Estado. “Estamos numa situação muito difícil, a começar pela questão salarial que não se tem noção do que vai acontecer. Não vai ser o secretário que vai obrigar o policial a trabalhar sem receber. E nós estamos à margem disso”, disse na última quarta-feira, 31, no Conselho Empresarial de Segurança Pública, Ética e Cidadania da Associação Comercial do Rio de Janeiro.  De acordo com Beltrame, 1.332 policiais militares serão formados neste mês no Rio de Janeiro. Mas a falta de verba para o pagamento de salários impede que a secretaria coloque os agentes no serviço nas ruas.

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Para o secretário, a solução do combate à violência está na integração das forças policiais e militares. Esta seria a forma de, segundo ele, evitar uma “colcha de retalho” na segurança pública. “Isso aqui é da Polícia Federal, isso é da Polícia Civil, isso é da Força Nacional, isso é do Exército, isso é da PM. A sociedade não vai andar com um documento debaixo do braço para saber o que é de quem. E uma instituição não pode ver a outra sangrar e ficar dizendo que essa competência não é dela. Nós não temos mais o direito de, na situação econômica e de segurança pública que o país vive hoje, ter uma colcha de retalhos na atribuição de competências da área de segurança”.

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Beltrame lembrou ainda que a insegurança é vivida em todo o País. Na semana passada, o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, se demitiu do cargo devido ao aumento da onda de violência na capital gaúcha. “A segurança vai muito além do conceito de polícia”, comentou. “A polícia vai represar, mas ela não vai fazer com que o bandido deixe de ser bandido. Na saúde, não se responsabiliza o médico pela Zica ou pela Dengue, mas na segurança não é assim. Parece que a polícia é responsável pela violência”.

A reunião foi comandada pelo presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Protasio.

UPP

O secretário elogiou ainda o modelo de combate à violência baseado na instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). “Não é um trabalho fácil, mas, sobretudo, acho que é possível. E a UPP, com todos os problemas que ela tem, provou que é possível. (A UPP) é um caminho, uma saída, mas efetivamente são necessárias uma serie de outras ações para virar ou minimizar a violência”.

Para Beltrame, os problemas na legislação do País impedem a maior eficiência do modelo adotado nas favelas da cidade. “Nesses 10 anos, vimos pessoas que são presas cinco vezes na UPP; pessoas que são presas e são soltas. Isso desmoraliza o policial. Somente no ano passado levamos a delegacia 10 mil menores, mas o que fizeram com eles? Onde eles estão? O que foi dado a eles?”, disse afirmando, mais uma vez, a necessidade da integração entre as instituições.

MORTE DE SOLDADO DA FORÇA NACIONAL NAS OLIMPÍADAS

Beltrame também comentou a morte do soldado da Força Militar no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas. “Eu não posso aceitar que um servidor da Força Nacional que está a caminho para a Barra seja morto porque errou o caminho. Ele entrou em um condomínio, só que este condomínio não tem um portão, tem fuzis. Este é o Rio de Janeiro. Quem não já entrou errado em alguma rua? Quem não precisou sair na contramão para solucionar um problema? Não posso aceitar isso”, disse.

LEGADO DAS OLIMPÍADAS

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Beltrame é homenageado na Associação Comercial do RJ.

Beltrame ressaltou que as Olimpíadas, além do legado das obras e da melhoria dos transportes públicos, deixou um legado intangível que é “a melhoria do prestígio da cidade para os brasileiros e estrangeiros”.  Para o Secretário, será uma pena se não forem tomadas as medidas necessárias para manter esse “esse legado vivo e isso passa pela melhoria das condições de segurança”.

ACRio

A ACRio mantém há quatro décadas o seu  Comitê de Segurança. Segundo Luciano Porto, seu presidente atual, “segurança pública é pré-requisito para viabilizar os serviços públicos essenciais e as atividades empreendedoras. Por isso, a ACRio realiza a dinâmica do seu Conselho de Segurança Pública, participando ativamente do debate cidadão para a proposição de soluções viáveis e eficientes, para o aprimoramento do quadro de segurança atual”.

 

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