SEGURANÇA> Novas tecnologias mudam investigação policial

Fonte: Fiesp//

O direito digital foi tema de debate da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) nesta quarta-feira, 28. Com a participação de delegados e autoridades da segurança pública, o congresso debateu o papel da tecnologia no auxílio a investigações e combate ao crime nas delegacias brasileiras. De acordo com o delegado Federal Edson Garutti o padrão digital já está sendo implantado aos poucos na investigação criminal no Brasil, mas nem sempre de modo eficiente. “Por baixo, temos que ter 12 senhas parar abrir o computador e trabalhar num inquérito”, disse. “Sendo que algumas são alteradas a cada 30 dias”.

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Segundo Garutti, outros sistemas, como o cartorário, já são eletrônicos “mesmo que o inquérito policial seja em papel”. Para o delegado, há outros pontos que precisam ser aprimorados. “O servidor da Polícia Federal de São Paulo não comporta a quantidade de dados que temos ali”, explicou.

Sobre compliance – implantação de normas legais e regulamentares para evitar desvios e fraldes – a prática ajuda na intermediação da governança corporativa com o poder público. “A experiência das instituições financeiras em anos de compliance auxilia na interação com o poder público”.

Delegada de Polícia Civil em São Paulo, Fernanda Herbela citou o exemplo de uma funcionária do setor de compliance de uma empresa que foi demitida ao apontar uma falha aos gestores. “Precisamos pensar em formas de proteger e valorizar quem trabalha na área”, afirmou.

Em relação à tecnologia que ajuda a desvendar crimes, Fernanda destacou que a Polícia Civil de São Paulo está adiantada na implementação do inquérito eletrônico. “Será um grande ganho para todo o sistema de justiça criminal”, disse. “Uma vez feito no sistema digital, o inquérito não pode ser mais alterado, não dá para abrir o processo e arrancar uma folha”, explicou.

De acordo com a delegada, o desafio da investigação é trabalhar com um volume grande de informações. “Há um excesso de informação”, disse. “Na investigação do atentado na Maratona de Boston, em 2013, foram enviados mais de 100 mil vídeos para a polícia. Mas quem consegue analisar 100 mil vídeos?”.

 

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