SEGURANÇA> Política de Segurança do Rio aumenta criminalidade de municípios vizinhos, acredita delegado

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A política de segurança do Rio de Janeiro, baseada na implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), aumentou a criminalidade de municípios vizinhos ao Rio de Janeiro, acredita o delegado da Polícia Federal Antonio Rayol. Em entrevista ao Programa Polícia Cidadã, o delegado disse que considera o modelo equivocado. “Quando se vai implantar uma UPP a primeira coisa que se faz é anunciar com grande estardalhaço e com grande antecedência que determinada comunidade vai ganhar uma UPP. O que a secretaria de Segurança Pública quer? Que os criminosos saiam dali. Eles querem implantar a UPP sem disparar um tiro. E os criminosos, num primeiro momento, amedrontados, migraram para outros municípios, principalmente para Niterói”, disse o delegado.

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Esta não é a primeira vez que o modelo das UPPs é criticado. Em entrevista ao site Indústria de Defesa & Segurança, o também delegado Marcus Neves afirmou que o modelo não combate a raiz da criminalidade, já que se preocupa apenas em ocupar o espaço e isso, na opinião dele, não inibe o crime.

Morador de Niterói, cidade vizinha ao Rio, o delegado Rayol disse que a sensação de insegurança da população aumentou significativamente nos últimos anos “coincidentemente, ao mesmo tempo que as UPPs eram implementadas”. Aliado a isso, o efetivo da Polícia Militar (PM) é reduzido se comparado à necessidade do município. “O 12° batalhão da PM, que conta com um pouco menos de 900 homens, tem a missão de patrulhar Niterói e Maricá. A recomendação da ONU com relação ao policiamento é de um policial para cada 450 habitantes, a fim de ter um policiamento efetivo ideal. Isso significa que Niterói precisaria de pelo menos 1200 homens”, explica.

Segundo o delegado, o problema da segurança pública é nacional e o modelo atual deveria ser repensado. “Espero que os setores organizados da sociedade consigam pressionar as autoridades para melhorar o quadro. Nós precisamos de uma mudança radical na estrutura da segurança pública do Brasil, não só do Rio de Janeiro. Eu acho esse modelo de duas policias atuando dentro da mesma unidade da federação é um modelo equivocado. Nós deveríamos ter uma polícia só e muito mais investimento em polícia judiciária”, finalizou.

Para escutar a entrevista completa do delegado, clique aqui.

 

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