SEGURANÇA> Secretário defende integração entre poderes para combate à violência no Rio

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A nova política de segurança do Rio de Janeiro pretende focar na retirada de armas de grosso calibre de circulação e na prisão das lideranças do tráfico, disse o secretário Antônio Roberto Cesário de Sá. Em reunião com empresários do setor de Defesa & Segurança do estado na Firjan, o secretário apontou os desafios da gestão em um cenário de profunda crise financeira e aumento da violência.

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Para ele, o combate à violência no estado necessita de uma integração entre diversas esferas do poder público (legislativo, judiciário, ministério público e governo). O secretário também fez severas críticas ao regime de progressão de penas e ao que ele chamou de “endemonização da instituição que tem os menores salários e que mais se expõe”, e ainda defendeu que haja maior rigor para determinados crimes.  “A polícia, com os recursos que tem, está quase no seu limite. Talvez a gente deva avançar em outros aspectos de combate a violência”, disse. E completou, “todos os dias a polícia prende pessoas que já tinham sido presas há um ou dois anos”.

“O sistema penitenciário brasileiro está em colapso. Ele está superlotado e com condições quase sub-humanas. Se, por estar assim, a solução é colocar criminoso na rua, será que esta é a melhor estratégia ou é melhor gastar um pouco mais de dinheiro, criar mais vagas e separar o joio do trigo?”, criticou.

Na atuação da polícia, o secretário entende que os agentes precisam reafirmar a autoridade para o combate a violência. “As ações mais enérgicas e de resgate da autoridade são necessárias até hoje. Se não fizermos isso, o câncer (a violência) se espalha de novo”, disse. “Não dá para cobrar um policial em cada esquina. Não há policiais para isso. Tem que educar a sociedade e punir com rigor”.

Entre as ações planejadas está o aumento da integração entre as polícias civil e militar e ainda a implantação de um sistema de metas com indicadores objetivos para premiar os melhores agentes de segurança. “A polícia hoje está trabalhando na paixão, na vocação, no amor pela profissão, dando a vida mesmo sem equipamentos, sem manutenção de blindados. Está fazendo o seu melhor”, afirmou.

“As pessoas fazem uma opção. Não adianta a gente ficar vitimizando o criminoso. A gente tem que trabalhar numa estratégia anterior para salvar a geração futura e em relação a esses criminosos muito violentos segregá-los. Só aí a polícia vai poder trabalhar naquilo que as polícias do mundo inteiro trabalham, que é o criminoso ocasional de violência urbana. Essa guerra que a gente enfrenta aqui não tem precedente”, disse, lembrando alguns episódios de criminosos presos pela polícia militar depois de terem recebido o benefício de liberdade.

 

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