Sem aquisição de novos caças, Argentina deverá contar com apenas 8 A-4AR para defesa

Fonte: ID&S com inf. de Jane’s e La Nación//

A decisão da Argentina de adiar a compra de novos aviões de combate para 2018 e manter a Força Aérea do País com alguns Lockheed Martin A-4AR será um objetivo logístico difícil, projetam especialistas. O ministro da Defesa do País, Julio Martínez, anunciou que a aquisição de novos caças não está entre as prioridades da sua gestão. “Para a Força Aérea, estamos considerando a compra de aviões de treinamento e de transporte. Por agora, não vamos comprar aviões supersônicos”, disse em entrevista ao jornal argentino La Nación.

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Segundo especialistas consultados pelo site americano Jane’s, a Força Aérea do País vai enfrentar um desafio para manter os A-4AR existentes em funcionamento, já que necessitam de manutenção e reparo nos motores. Isso significa que nem todas as aeronaves estarão disponíveis para operação. Fontes locais projetam que a Força vai contar com apenas oito aviões disponíveis para operação a qualquer momento enquanto os outros passam por manutenção.

No ano passado, a Força Aérea Argentina informou que vai aposentar sua frota de A-4AR até 2018, devido à escassez de peças de reposição e custos de manutenção elevados. Sem a compra de novas aeronaves, a FAdeA conta apenas com alguns IA-63 Pampa e IA-58, este último também com problemas com peças de reposição para seus motores.

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CAÇA A-4AR
O A-4AR da Lockheed Martin é um upgrade do A-4M da McDonnell Douglas desenvolvido para a Força Aérea Argentina. O A-4 foi o principal avião de ataque da Argentina durante a Guerra das Malvinas, com uma intensiva utilização acabou sendo o jato de maiores perdas no conflito. A Argentina recebeu um total de 32 aviões A-4M e 4 aviões TA-4F no início da década de 1990 e estes foram atualizados para a A-4AR pela Lockheed Martin .

 

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