SETOR ESPACIAL: EUA avaliam acordo sobre Alcântara desde maio, diz Jungmann ao Defense News

Durante anos, os Estados Unidos e o Brasil tentaram estabelecer uma parceria que permitiria que os satélites americanos começassem a ser lançados a partir de Alcântara. Tal acordo foi bloqueado mais recentemente por exigências de que qualquer tecnologia espacial compartilhada com o Brasil não acabaria nas mãos de outros países. Mas o ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, que recentemente visitou os EUA para discutir o acordo de proteção tecnológica que permitiria que tal parceria de lançamento espacial avançasse, é otimista de que o progresso está acontecendo.

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“O ponto de aderência é o acordo de salvaguarda tecnológica [ligado à]instalação de lançamento em Alcântara”, disse Jungmann, que se sentou com o site americano Defense News para uma entrevista. Ele confirmou que um projeto de acordo foi enviado ao Departamento de Defesa dos EUA em 30 de maio e está sendo revisado pelo Pentágono.

“Há espaço para reduzir todas essas diferenças e desentendimentos”, acrescentou Jungmann. “Isso é muito importante; Alcântara é considerada a melhor base do mundo em termos de localização geográfica”. O Centro de Lançamento de Alcântara é a base de lançamento mais próxima do Equador. Isso dá à base uma vantagem notável no lançamento de satélites, que orbitam o Equador, porque eles não têm que viajar tão longe e usam menos combustível.

Pregar uma parceria de lançamento foi um processo tedioso. Um acordo assinado em 2000 caiu alguns anos depois porque os Estados Unidos exigiram o controle do acesso às partes. As preocupações com o acordo de salvaguarda foram relatadas até 2015, com a Reuters apontando para o medo entre as Forças Armadas que a colaboração do Brasil com a China o impedisse de ter acesso à tecnologia de satélites dos EUA. Outras negociações complicadas foram o fato de a Rússia manifestar grande interesse em parcerias no espaço com o Brasil.

Jungmann preferiria uma outra abordagem sobre os projetos que passavam de um lado a outro entre os governos: “Devemos juntar uma equipe, sentar e negociar para superar essas diferenças porque podemos alcançar uma solução mais rápida”.

Pregar um acordo também abriria portas para a indústria. “O setor privado está muito interessado em avançar com a negociação e as conversas sobre a base de Alcântara”, acrescentou, apontando especificamente para a Boeing. A empresa fabrica satélites e mísseis, e também é parceira da Lockheed Martin na joint venture United Launch Alliance.

“A Boeing vê isso como um momento emocionante na indústria espacial à medida que construímos foguetes para lançamento, testar novas naves espaciais e desenvolver tecnologias inovadoras para manter pessoas em órbita no espaço profundo”, disse um porta-voz da empresa. “As parcerias internacionais desempenharão um papel importante na concretização dessa realidade, e aguardamos a participação do Brasil”.

Fonte: Defense News

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1 Comentário

  1. Esse Jung manoeé um um entregues táde marca maior; ssó perde pro serra.Agora vejam só já quer arriar as calças roamaioressabotadores do mundo.Outro ponto do artigo é para o fato da Boeing ter uma joint-venture com outra americana e concorrente da Embraer a Lockheed-martin. aí a Boeingfaz proposta pra adquirir a Embraer
    O pior do Brasil são esses cidadoes borra botas transacionais com cargos políticos sem comprometimento com o Brasil!!!

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