SETOR ESPACIAL> Restrições em Alcântara geram perda anual de cerca de US$ 2 bi ao Brasil, revela MD

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

As restrições do uso do Centro de Lançamento de Alcântara geram perdas de cerca de US$ 2 bilhões anualmente, estima o Ministério da Defesa (MD). Para o ministro Raul Jungmann, o Brasil precisa separar questões de salvaguarda do País das questões comerciais, se deseja superar as dificuldades financeiras enfrentadas atualmente. “As restrições em Alcântara representam perda de US$ 1 bilhão ou US$ 2 bilhões ao ano. Aquilo tudo está parado porque nós não fomos capazes de conciliar o nosso entendimento”, disse durante a abertura do “Seminário Defesa: Política de Estado” na Câmara dos Deputados.

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82fc7dd075c64ab5ece8b87150c76f5d“Precisamos fazer uma separação entre a questão da salvaguarda e a questão comercial. Nós vamos separar isso e procurar acordos comerciais em todo o mundo. Os Estados Unidos são importantíssimos porque 85% dos componentes de satélites do mundo são de origem americana”, disse garantindo que não haverá restrições ao país.

Localizado próximo a linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, possui uma posição estratégica para o setor espacial. Na linha do Equador a velocidade de rotação da Terra é a maior em todo o planeta, gerando um impulso extra nos lançamentos o que permite uma economia de combustível e de gastos nos projetos. Por isso, vários países têm interesse em utilizar a Base brasileira, entre eles Rússia e Estados Unidos.

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alcantara-600x430A Ucrânia estabeleceu uma parceria com o Brasil na base na última década, mas foi encerrada no ano passado. Uma possível parceria com os Estados Unidos no setor espacial já é negociada desde o ano 2000. Naquela época, Washington assinou um contrato com o Brasil que teria permitido o lançamento de satélites norte-americanos com foguetes norte-americanos de Alcântara. Mas o acordo era polêmico por causa da exigência dos EUA de controlar o acesso a partes da base. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o descartou pouco depois de assumir seu primeiro mandato em 2003.

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Washington já não faz tamanha exigência, embora ainda queira que o Brasil assine um acordo de salvaguarda tecnológica para garantir que qualquer tecnologia espacial compartilhada com os brasileiros não vá parar em outros países. O fato é que o Brasil ainda precisa de um parceiro de peso para alcançar seu objetivo no setor espacial e lançar um satélite a partir de Alcântara. A tecnologia para o satélite e o foguete que espera obter nessa parceria daria ímpeto à sua indústria aeroespacial.

 

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