SETOR NUCLEAR> Conheça o Programa Nuclear Brasileiro desenvolvido pela Marinha

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Pela Estratégia Nacional de Defesa, coube à Marinha a missão de desenvolver o Programa Nuclear Brasileiro (setor nuclear), ou seja, tornar o País capaz de dominar a tecnologia tecnologia de construção do submarino com propulsão nuclear. O Brasil é hoje o único integrante do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul) que não possui o domínio completo do setor nuclear, segundo dados divulgados pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Almirante Bento de Albuquerque Junior, na última quarta-feira, 23, na Câmara dos Deputados. Todos os países que possuem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU dominam todas as etapas do ciclo do combustível nuclear e de submarinos com propulsão nuclear.

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O Programa Nuclear da Marinha (PNM) tem um dos objetivos produzir combustível nuclear no Brasil, criar um protótipo em terra de um reator nuclear que tenha capacidade de gerar energia elétrica (LABGENE), estabelecer uma infraestrutura composta de laboratórios, oficinas e apoio técnico, além de desenvolver o PROSUB – com a criação de submarinos e construção de estaleiros (4 convencionais e 1 de propulsão nuclear) e base naval em Itaguaí, RJ.

De acordo com o almirante, a Estratégia Nacional de Defesa estabelece que a tecnologia nuclear transcende a área de defesa, pois outros setores como agricultura e saúde também podem se beneficiar dela. Daí a importância de o projeto do submarino de propulsão nuclear receber verbas do PAC e pertencer também ao Programa Nuclear Brasileiro (PNB). As quatro estatais que participam do PNB são a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL), Nuclebras Equipamentos Pesados (NUCLEP), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Eletrobras Eletronuclear. “Sem elas, as postulações da Estratégia Nacional de Defesa poderão não ser concretizada”, disse o Almirante. Veja quais são as empresas:

  1. AMAZUL – veiculada ao Ministério da Defesa, que tem como missão desenvolver tecnologias e gerenciar projetos dos Programas Nuclear Brasileiro, Nuclear da Marinha e de Desenvolvimento de Submarinos.amazul_sp
  2. NUCLEP – veiculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, responsável pela fabricação de todas as sessões dos cascos dos submarinos do PROSUB. A Marinha já investiu R$ 360 milhões nessa empresa.prosub_qualificacao
  3. INB – veiculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, responsável pela mineração de urânio e pela fabricação de energia nuclear – combustível que será usado no reator multipropósito brasileiro. Segundo o almirante, o domínio da energia nuclear poderá trazer retorno para setores como agricultura, indústria, meio ambiente e defesa.midia-indoor-wap-celular-tv-instituto-nuclear-brasileiro-inb-uranio-enriquecimento-atomico-radioativo-resende-rj-energia-1298309582822_1024x768
  4. Eletronuclear – vinculada ao Ministério de Minas e Energia, responsável pela operação de Angra 1 e 2, pela construção de Angra 3 e pelo estudo de seleção dos novos sítios nucleares na região Nordeste. De acordo com a Eletronuclear, vários são os benefícios da construção de uma central nuclear no Nordeste, entre eles: “disponibilidade de energia interna própria e limpa; possibilidade de desenvolvimento de projeto integrado com usina nuclear para adução de água do Rio São Francisco, usando energia da própria usina para irrigação e consumo humano em grande parte do Nordeste; volume de recursos envolvidos na construção, operação e manutenção, com consequente geração de empregos; fortalecimento do núcleo básico de recursos humanos na área de energia nuclear e das demais especialidades envolvidas nessa tecnologia e a possibilidade de obtenção de royalties para o município que abrigar a Usina”.

No Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, sob responsabilidade da Amazul, a Força Naval desenvolve dois importantes projetos:

  • Unidade Produtora de Hexafluoreto de Urânio (USEXA): responsável pela conversão do combustível nuclear para emprego nos submarinos e nas centrais elétricas nucleares brasileiras.
  • Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE): utilizado para validar as condições de projeto e ensaiar todas as condições de operação possíveis para uma planta de propulsão nuclear. Será composto por 11 prédios principais, entre eles o Prédio do Reator e o Prédio das Turbinas.

“O domínio do ciclo nuclear e a posse de submarinos de propulsão nuclear são apenas um primeiro passo. O Programa Nuclear e o Prosub certamente trarão, e já trazem, contribuições para a defesa, ganhos em tecnologia, fortalecimento de setores estratégicos e reflexos no desenvolvimento do Brasil”, finalizou o almirante, afirmando que, para a Marinha, o grande desafio é assegurar o orçamento para a continuidade dos projetos nos próximos anos.

 

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