TECNOLOGIA> Brasil e África do Sul desenvolvem míssil A-Darter para Gripen NG

Fonte: FAB//

O míssil A-Darter, desenvolvido em parceria entre o Brasil e a África do Sul, equipará o novo  caça da FAB – o Gripen NG. O projeto já está finalizado e agora passa pela fase de estudos industriais para a definição dos processos de fabricação a serem utilizados pelas empresas Mectron e Avibras (contratadas para fabricação do equipamento no País).

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59128103O A-Darter é um míssil de emprego ar-ar de 5ª geração, de curto alcance e guiamento por imageamento infravermelho. Suas principais características são a capacidade de contra-medidas, como despistadores tipo flare; perseguir alvos além do alcance de varredura do radar da aeronave e sistema de pontaria no display montado no capacete do piloto (Helmet Mounted Display).

Suas características estruturais de guiamento e pilotagem permitem que o míssil possa executar manobras de altos fatores de carga, como atingir um alvo que esteja posicionado para trás da aeronave lançadora. O controle por empuxo vetorado (Thrust Vectoring Control – TVC) confere a capacidade de realizar manobras de até 100 vezes o valor da gravidade (100 G). As aeronaves caças de combate mais modernas não ultrapassam 9 G. Seus modos de engajamento permitem atingir alvos designados até depois do lançamento (Lock-On After Launch – LOAL).

“Todas essas características tornam o A-Darter um armamento de altíssimo valor operacional, dotando as aeronaves que os empregarem de uma elevada capacidade de combate aéreo.  Além disso, fazem o armamento possuir elevado custo de aquisição no mercado internacional, onde mísseis semelhantes podem chegar a 500 mil dólares. Uma vez industrializado no Brasil, além da própria aquisição pela FAB, abre-se a oportunidade de exportação de um item de alto valor agregado e envolvimento de várias empresas de tecnologia em equipamentos de defesa, gerando empregos”, esclarece o Engenheiro Paulo Cesar.

Em termos tecnológicos, o míssil incorpora o estado da arte da tecnologia para utilização em mísseis ar-ar de curto alcance e tem estrutura de baixo arrasto aerodinâmico, permitindo distâncias superiores se comparado aos mísseis semelhantes. Seu motor-foguete apresenta baixa emissão de fumaça, dificultando a identificação pela aeronave inimiga. A utilização do míssil pela FAB está prevista para ocorrer juntamente com a chegada do Gripen NG.

TECNOLOGIA DE USO DUAL

Além dos ganhos operacionais para as Forças Armadas, a tecnologia na área de defesa pode contribuir também para outros segmentos. “O grande ganho que nós temos ao desenvolver tecnologia é a dualidade. Além do uso militar, esses produtos geram tecnologia para produtos civis. Um exemplo é a utilização do laser. Inicialmente produzido para atividades militares, hoje é empregado em benefício da medicina”, exemplifi ca o Coronel Ancelmo Modesti, Chefe da Seção de Ciência e Tecnologia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

O militar destaca também, ainda, o ciclo benéfico para o País. “Quando investimos em tecnologia nacional, nós buscamos a diminuição da dependência do exterior. Ao produzimos tecnologia, incentivamos a pesquisa, gerando conhecimentos e produtos que fomentam a indústria. Esse incentivo leva à geração de outras necessidades e demandam novas pesquisas, formando um ciclo virtuoso”, ressalta.

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1 Comentário

  1. Olá. Fiquei curioso, faz tempo que nada é publicado sobre o A-Darter, que supostamente seria testado no Brasil ainda no ano passado. Nem no site da Denel há notícias a respeito, apenas o nosso país passou de “parceiro” a “co-financiador”. Agora aparece esta estranha notícia, aparentemente um resumo do que já diziam anos atrás. Há de fato alguma novidade sobre o programa?

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