TECNOLOGIA > Com laboratório, PTI vai desenvolver pesquisas sobre defesa cibernética

Fonte: Parque Tecnológico de Itaipu

Com o propósito de promover pesquisas aplicadas na área de defesa cibernética, a Itaipu Binacional, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e o Exército Brasileiro inauguraram, na terça-feira (03), o Laboratório de Segurança Eletrônica, de Comunicações e Cibernética (LaSEC²). Instalado no Edifício das Águas, no PTI, o laboratório é a nona unidade da Rede Nacional de Segurança da Informação e Criptografia (RENASIC).

Criada para promover o avanço científico-tecnológico da segurança da informação e da criptografia e defesa cibernética no país, a RENASIC busca iniciativas de instituições para a área. “Tudo o que estamos fazendo está apoiado pela política de defesa cibernética que estabelece um triângulo entre as forças armadas, academia e empresas públicas e privadas. É nesse triângulo que o centro quer trabalhar”, explicou o chefe do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do Exército, general Paulo Sergio Melo de Carvalho.

A viabilização do LaSEC² vai prover a Itaipu e o PTI do que há de mais moderno em relação à segurança cibernética. “É um projeto de extrema importância. A implantação desse laboratório e as consequências geradas são importantes para nós. Nos orgulhamos dessa parceria. Esse é um empreendimento para dar respaldo necessário a tudo o que desenvolvemos aqui”, disse o diretor superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo.

“Queremos aproveitar todas as iniciativas existentes nas áreas do PTI e trazer em favor do modelo de segurança, proteção e defesa em estruturas estratégicas. Temos o exemplo da experiência positiva do Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), no Parque. Precisamos ser proativos e nos antecipar aos temas considerados importantes. Hoje, estamos criando um laboratório para atender o tema de defesa cibernética e queremos, no último objetivo, contribuir para a administração pública federal, contribuindo para o país”, disse o Chefe da Assessoria de Informações da Itaipu, coronel Carlos Roberto Sucha.

“A defesa cibernética é um processo estratégico. A Itaipu, por exemplo, é responsável por quase 20% de toda a energia elétrica consumida no país. O Brasil depende do nosso trabalho, do nosso esforço, de toda essa inteligência e, se nós não tomarmos as precauções necessárias nas nossas estruturas estratégicas, os danos podem ser muito grandes. Essa parceria com o Exército, que é responsável por preservar aquilo que temos de mais rico – a nossa pátria – é motivo de orgulho. Com certeza, temos muito a construir de forma conjunta”, afirmou o Diretor-Geral Brasileiro da Itaipu, Jorge Samek.