TRÁFEGO AÉREO DE INTERESSE > Aeronaves simulam interceptação durante Operação COLBRA IV

Fonte: Força Área Brasileira

Brasil e Colômbia estão simulando a invasão de suas fronteiras por aeronaves desconhecidas. As Forças Aéreas dos dois países realizam durante toda esta semana a Operação COLBRA IV. Entre outros objetivos, a missão busca aprimorar a coordenação de Tráfego Aéreo de Interesse (TAI) e combater a atuação dos ilícitos transnacionais. Para isso, até amanhã (17/07), treinam ações de Controle e Alarme em Voo e de Defesa Aérea contra tráfego de aeronaves desconhecidas.

A operação envolve três momentos. A invasão simulada do espaço aéreo por uma aeronave desconhecida, o reconhecimento do tráfego não permitido através do avião de controle e alarme em voo e a interceptação com o uso de caças. A simulação é realizada no espaço aéreo dos dois países. Na COLBRA IV, a Força Aérea Brasileira utiliza as aeronaves A-29 Super Tucano (Defesa Aérea), C-98 Caravan (Transporte Aéreo Logístico) e E-99 (Controle e Alarme em Voo).

As atividades simuladas têm início com a invasão do espaço aéreo por uma aeronave. No caso brasileiro, o C-98 Caravan ingressa no território colombiano. Em seguida, esta aeronave é detectada pelo avião de controle e alarme em voo do país vizinho e interceptada por uma aeronave de caça. Concluída a missão na Colômbia, em seu retorno, o C-98 simula a invasão do espaço aéreo brasileiro.

A aeronave C-98 Caravan é um dos monomotores mais seguros da aviação. De fabricação americana, permite aos pilotos fazerem pousos em diferentes tipos de pista, como grama, piçarra e cascalho. O avião também é capaz de pousar em pistas consideradas curtas, com cerca de 800 metros. Essas peculiaridades a torna uma estratégica escolha para a Região Amazônica, caracterizada pela instabilidade climática e pelas dificuldades logísticas.

Durante toda a operação o Caravan simulará incursões nos céus do Brasil e da Colômbia. O espaço aéreo brasileiro também receberá aeronaves invasoras da Força Aérea Colombiana.

Ao entrar em nosso território, as aeronaves serão detectadas pelo sistema de defesa aeroespacial brasileiro. Nesse momento da operação, a detecção é realizada pela aeronave E-99, que cumpre a missão de Controle e Alarme em Voo.

O E-99 é fabricado pela EMBRAER e possui um radar sueco e sistemas que percebem tráfego de aeronaves, em determinada área de interesse. A bordo da aeronave, o chefe-controlador gerencia o radar, faz contato com os centros de vigilância do espaço aéreo e coordenada a missão as ações durante a missão. A tripulação também é composta por controladores de tráfego aéreo que passam dados, imagens e coordenadas tanto para os controladores de tráfego aéreo que estão no solo, quanto para os interceptadores durante a interceptação.

Após a detecção de invasão do espaço aéreo, as aeronaves de caça são acionadas e recebem as coordenadas para encontrar o invasor. Na COLBRA IV, a Força Aérea Brasileira está utilizando o A-29 Super Tucano. Também de fabricado pela EMBRAER, esse avião é utilizado pelo país há dez anos. Com capacidade de atingir 510 km/h e transportar metralhadoras, bombas e foguetes, cumpre missões em prol da manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro.

As unidades operacionais possuem essa aeronave mantêm pilotos em alerta 24 horas, durante todos os dias do ano. Uma das principais atividades desses militares é interceptar tráfegos ilícitos e desconhecidos. Atualmente, essa aeronave também é utilizada pelo Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), a Esquadrilha da Fumaça.

Durante a Operação, o A-29 será responsável por interceptar a aeronave que invadirá nosso espaço aéreo e de conduzi-la até o Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira (DASG), que sedia a COLBRA IV no Brasil.

O exercício operacional também conta com outras aeronaves de apoio. O C-105 Amazonas e o C-97 Brasília, responsáveis pela mobilização e desmobilização da COLBRA IV e os helicópteros H-60L Black Hawk, utilizados para missões de busca e de salvamento, caso ocorra algum acidente durante a Operação.