OA-X: USAF avalia integração de armas do A-29 Super Tucano

A USAF iniciou a segunda fase de seu experimento de ataque leve (OA-X), que pode abrir caminho para o serviço começar a comprar o A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer em parceria com a Sierra Nevada. A nova fase do experimento, que começou em 7 de maio na Base Aérea de Holloman, vai durar três meses. Além do brasileiro Super Tucano, a USAF também avalia o AT-6 Textron. “Estamos reunindo a equipe no deserto para analisar principalmente a logística, mas também algumas das capacidades de integração de armas”, disse o General Jerry Harris, vice-chefe de pessoal da USAF para planos e requisitos estratégicos.

A-29 SUPER TUCANO: CRITÉRIOS DA USAF

O esforço se concentrará na integração de armas de precisão guiadas de ambas as aeronaves, além de compreender melhor como o serviço pode operar aeronaves de ataque leve em ambientes de combate austeros e de ritmo acelerado, disse ele. Harris também observou outro objetivo: estabelecer uma arquitetura de rede que possa conectar aeronaves de ataque leve a outros ativos dos Estados Unidos e uma ampla gama de nações parceiras do País, incluindo nações mais pobres que querem ajudar os Estados Unidos na luta antiterrorista, mas devem fazê-lo com um orçamento apertado.

“Nem todo país pode comprar um F-35, certamente alguns deles não podem pagar por F-16 e F-15, então essa aeronave de ataque leve lhes dará a opção de fazer parceria conosco para que possamos sair e ter esse efeito persistente no campo de batalha”, disse ele.
A-29: SEGUNDA FASE DO USAF OA-X

Durante a primeira fase do experimento, a Força Aérea avaliou se quatro aeronaves, incluindo a A-29 e a AT-6, poderiam fornecer uma alternativa mais barata aos ativos mais sofisticados, como os caças de quarta ou quinta geração, frequentemente encarregados de combater o terrorismo. Esta fase do experimento inclui uma grande variedade de participantes da Força Aérea americana, da Guarda Aérea Nacional e das Reservas Aéreas, para incluir caças, ataques, operações especiais e pilotos de teste, bem como engenheiros de voo, de acordo com um comunicado da Força Aérea. O serviço já disse no passado que também convidará militares internacionais para observar o exercício.

Os pilotos realizarão missões de interdição aérea, combate, busca e resgate, apoio aéreo e vigilância em condições diurnas e noturnas. Já os mantenedores da USAF observarão o trabalho de reparo e as operações da linha de voo.
USAF: MUDANÇAS NAS REGRAS DE AQUISIÇÃO  

Com o experimento de aeronaves de ataque leve, a USAF espera mudar a maneira de comprar aeronaves. Normalmente, o serviço passa anos desenvolvendo requisitos para um produto antes de solicitar propostas da indústria, escolhendo um fornecedor, concedendo um contrato e trabalhando com a empresa durante um período de desenvolvimento que se estende por mais de uma década. Em contraste, o experimento de ataque leve foi limitado a opções de prateleira que necessitam de pouco ou nenhum trabalho de modificação. A USAF ainda não tomou uma decisão sobre a compra de uma das duas aeronaves envolvidas no experimento, disse Harris. Se a experiência correr bem, a secretária da Força Aérea, Heather Wilson, disse que poderia pedir ao Congresso para reprogramar o financiamento para permitir que o serviço comece a comprar um avião de ataque leve já neste ano.

Fonte: Defense News

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