VEJA as aeronaves operadas pela Esquadrilha da Fumaça

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Nos 65 anos de história, a Esquadrilha da Fumaça já usou cinco modelos de aeronaves em suas manobras. Instituição começou em 1952 no Rio de Janeiro, com os instrutores de voo da Escola de Aeronáutica que se encontravam nas horas de folga para treinar manobras aéreas com o avião T-6 Texan. Conheça as aeronaves.

T-6 TEXAN

t-6 texan
O T-6 foi o vencedor, em 1937, de uma competição entre os grandes fabricantes norte-americanos, visando à escolha de um novo treinador de combate para a Força Aérea. No Brasil, os T-6 da FAB só vieram a ser desativados em 1974 (na Fumaça foram usados até 1976), substituídos gradualmente pelos Neiva Universal. Hoje, dos 150 que voavam na FAB em 1973, somente seis T-6 ainda operam regularmente com prefixo civil.

CM-170 FRANCÊS

Fouga Magister 1
O elegante treinador básico a jato CM-170 francês, primeiro avião dessa classe a ser fabricado em série no mundo, foi escolhido pelo Ministério da Aeronáutica em 1968 para a formação de uma esquadrilha moderna de demonstração da FAB, com máquinas de jato puro sucedendo os velhos T-6. Foram assim importados 7 aviões Fouga CM-170-2 “Super Magister”, que passaram a integrar a nova Esquadrilha da Fumaça. Apesar de suas qualidades acrobáticas excelentes – eram aviões adotados pela famosa Patrouille de France -, os “Magister” tinha grande limitação de alcance devido ao consumo elevado de seus reatores, e exigiam pistas asfaltadas para operar. Assim tiveram vida efêmera no Brasil, tendo sido desativado em 1972.

T-25 NEIVA

Neiva_T-25_Universal
Sua história teve início de 1962, quando o Ministério da Aeronáutica, cujo orçamento modesto impedia a importação de treinadores Beech T-34 “Mentor” e Pilatus PC-2, contatou a Indústria Aeronáutica Neiva, então fabricante dos Paulistinha P-56 e Regente C-42 e L-42 em Botucatu (SP), para projetar e construir um monomotor de treinamento básico-avançado. Trabalhando num escritório-oficina de protótipos em S. J. dos Campos, um equipe liderada pelo experiente Joseph Kovacs criou assim o primeiro monomotor brasileiro de alto desempenho destinado a ser fabricado em série: o Neiva “Universal”, N-621 para o fabricante, T-25 para a Força Aérea Brasileira. Em dezembro de 1967, a Neiva ganhou o contrato para a fabricação de 150 “Universal”, em linha de montagem especificamente criada junto ao aeroporto de S.J. dos Campos. Em 1971, era entregue à FAB o primeiro T-25. No início de 1975, as 150 unidades já haviam sido produzidas: 140 foram incorporada à FAB. Outras 28 unidades foram posteriormente encomendadas pela FAB, tendo sido entregues até 1979. A Esquadrilha da Fumaça, desativada desde 1976, renasceu em 1982 com o “Universal” T-25.

T-27 TUCANO

EDA_T-27
O EMB-312 T-27 Tucano foi desenvolvido para substituir os jatos Cessna T-37. Em setembro de 1983, as primeiras unidades eram entregues à Força Aérea – com a designação T-27 para treinamento e AT-27 para configuração armada – totalizando 133 aeronaves. O T-27 Tucano inovou o mercado ao introduzir, entre outras novidades, assentos ejetáveis Martin Beaker BR8LC em seu conjunto. Esta aeronave também é produzida sob licença na Inglaterra pela Shorts Brothers, recebendo o nome de Shorts Tucano e também pela Aol de Kadar, no Egito. A aeronave foi utilizada no período entre 1983 e 2013.

A-29 SUPER TUCANO

Esquadrilha-da-Fumaça-2
O Embraer A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice de ataque leve e treinamento avançado, que incorpora os últimos avanços em aviônicos e armamentos. Concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), para uma aeronave de ataque tático, capaz de operar na Amazônia e de treinador inicial para pilotos de caça. Em 2013 a Esquadrilha da Fumaça iniciou o processo de implantação da aeronave A29, um modelo caça responsável pela garantia da segurança nas fronteiras do país atualmente, em substituição a uma aeronave usada, ainda nos dias de hoje, para instruir futuros aviadores do Brasil. Desde 2005, a Força Aérea Brasileira utiliza o Super Tucano com a finalidade de formar novos pilotos de combate, além de prepará-los para missões de ataque e de interceptação de aeronaves. Em 2015, a instituição concluiu o processo de implantação dessa aeronave na Fumaça e retomou sua agenda de demonstrações aéreas.

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