VILLAS BÔAS defende general Mourão e explica polêmica sobre intervenção militar

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Em entrevista na noite da última terça-feira (19), o General Eduardo Villas Bôas defendeu as declarações do general Mourão sobre a possibilidade de intervenção militar. Segundo o Comandante do Exército Brasileiro (EB), o general Mourão é “um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão”. Nos últimos dias, o general foi manchete na grande imprensa devido a uma declaração em que teria sugerido intervenção das Forças Armadas na política brasileira.

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“A maneira como ele expressou deu margem para interpretações amplas. Mas se recorrer ao que está na Constituição, no artigo 142, sobre as atribuições das Forças Armadas diz que elas podem ser empregadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) por iniciativa de algum dos poderes – e isso tem acontecido recorrentemente -, e se destinam à defesa da Pátria e das Instituições, que pode acontecer por iniciativa das autoridades ou na eminência de um caos”, explicou.

De acordo com Villas Bôas, o General Mourão se referiu à aproximação das eleições. “Ele diz que caso não sejam solucionados os problemas nós poderemos ter que intervir. Essa questão de intervenção militar ocorre permanentemente. O Rio de Janeiro é uma intervenção militar, como foi o Espírito Santo”, disse se referindo as ações de GLO em que os militares têm atuado junto as Forças de Segurança dos estados.

O General Mourão também recebeu apoio de outros militares. “Mais uma tempestade em copo d’água criada pela ansiedade de uns e pelo pavor de outros. O Gen. Mourão, em sua palestra no Grande Oriente do Brasil, não disse mais do que o óbvio, o que todo mundo já sabe ou, se não sabe, deveria saber. Ele não fez nenhuma previsão. Não disse qual será o futuro político do Brasil, apenas, e não mais do que isso, disse que, na hipótese extrema de desordem total (“por aproximações sucessivas”), de perda do controle da situação pelas autoridades constituídas (objetivo claro da esquerda bolivariana) o Exército estará pronto para restabelecer a ordem interna no País”, disse o General Paulo Chagas.

“As palavras do General Mourão expressam uma unanimidade do Alto Comando em torno do compromisso da instituição Exército com o Brasil. Há décadas, as Forças Armadas brasileiras não trabalham com hipóteses, mas sim com capacidades. E o general falou da capacidade do seu Exército, do meu Exército, do nosso Exército – instituição nacional, regular e permanente, organizada com base na hierarquia e disciplina – atuar na defesa da Pátria e como última barreira na manutenção da Lei e da Ordem. Para decepção de golpistas, vivandeiras e cassandras, o general falou do Exército que o Brasil tem”, declarou o Coronel Sérgio Paulo Muniz Costa, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

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